sexta-feira, 7 de maio de 2010

"Assim, para quem ama, o amor, por muito tempo e pela


vida afora, é solidão, isolamento cada vez mais intenso e

profundo. O amor, antes de tudo, não é o que se chama

entregar-se, confundir-se, unir-se a outra pessoa. Que

sentido teria, com efeito, a união com algo não esclarecido,

inacabado, dependente? O amor é uma ocasião sublime

para o indivíduo amadurecer, tornar-se algo em si mesmo,

tornar-se um mundo para si, por causa de um outro ser;

é uma grande exigência que se lhe faz, uma escolha e um

chamado para longe."







(Rilke)

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