"Assim, para quem ama, o amor, por muito tempo e pela
vida afora, é solidão, isolamento cada vez mais intenso e
profundo. O amor, antes de tudo, não é o que se chama
entregar-se, confundir-se, unir-se a outra pessoa. Que
sentido teria, com efeito, a união com algo não esclarecido,
inacabado, dependente? O amor é uma ocasião sublime
para o indivíduo amadurecer, tornar-se algo em si mesmo,
tornar-se um mundo para si, por causa de um outro ser;
é uma grande exigência que se lhe faz, uma escolha e um
chamado para longe."
(Rilke)
Sem comentários:
Enviar um comentário